terça-feira, 4 de setembro de 2012

Correndo Sem Sair do Lugar



Por Flitz Klumpp

“Você parece ótimo!” – foi o que meu treinador de corrida no curso secundário me disse. “Se ao menos você não corresse tanto no mesmo lugar!”
Meu estilo de corrida exibia muita atividade, mas quase nenhum progresso. Para muitos de nós a vida tende a apresentar-se assim. Estamos muito ocupados, mas o que temos realizado? Se realizamos pouco, por que continuamos a fazer as mesmas coisas que temos feito?

Sinto-me fascinado pela vida do homem mais sábio que já viveu: rei Salomão, filho de Davi e terceiro rei de Israel. Ele reinou no século X, AC, governando durante a era de ouro em Israel. Apesar das espantosas realizações e notoriedade, o resumo de sua vida, da perspectiva de seus últimos dias, foi que “É tudo vaidade (sem sentido)” (Eclesiastes 1.2,14).

Olhando para Salomão e tudo quanto ele alcançou durante sua célebre existência, não posso deixar de perguntar: “Como alguém que começou tão bem, e fez tantas coisas, pode chegar ao final da vida e concluir que o que realizou não fazia sentido?”

Muitos começaram idealisticamente fazendo algo que sentiu daria significado à sua vida, para depois se desiludir. Tenho observado isto em muitos que começam carreiras militares. São idealistas e pensam que podem ajudar a realizar coisas importantes, mas a realidade da guerra os leva à decepção. A resultante perda de propósito pode contribuir para o transtorno do estresse pós-traumático (PTSD, em inglês). O mesmo tipo de decepção é experimentado por pessoas envolvidas com a política e o mercado de trabalho.

Todos desejam que a vida valha a pena; todos desejam uma vida significativa. Sempre penso na afirmação do filósofo Blaise Pascal sobre o “vazio com forma de Deus”, que existe no coração de cada pessoa, um vazio que somente Deus pode preencher. John Maxwell, na "Bíblia da Liderança Maxwell", se refere a outro vazio: vazio com forma de vida, que somente pode ser preenchido por uma missão na vida.

A conclusão de Salomão que “tudo é inútil, é correr atrás do vento” (Eclesiastes 1.14), diz respeito ao trabalho feito “debaixo do sol” (Eclesiastes 4.7). Se o propósito para a vida não pode ser encontrado “debaixo do sol”, então precisamos procurá-lo em outro lugar: olhar na direção do céu! Se queremos encontrar verdadeiro significado e propósito, precisamos olhar para o próprio Deus.

Meu amigo e mentor de longa data, Joe Coggeshall, me desafiou durante anos a escrever uma “declaração de propósito de vida”. “Companhias de sucesso têm uma declaração de propósito ou missão”, ele me dizia. “Por que você não pode ter a sua?” Finalmente aceitei o desafio e, desde então, descobri que considerar e por em palavras meu propósito na vida, transformou-se numa bússola que me permite rejeitar o bom em favor do melhor.

Na versão Amplificada, Paulo escreve:“(Porque o meu firme propósito é) que eu possa conhecê-lo (a Jesus Cristo) – [que eu possa progressivamente conhecê-lo pessoalmente mais profunda e intimamente, percebendo e reconhecendo e compreendendo as maravilhas de Sua pessoa mais forte e claramente]” (Filipenses 3.10). No que diz respeito a propósito de vida, este me parece bem razoável.

Qual é o seu propósito? Por que você faz o que faz? Se você não tem uma declaração de propósito de vida, por que não faz uma?



Fritz Klumpp e sua esposa, Ann, vivem em Ashland, Virgínia, EUA. Ele foi piloto da Marinha Americana, serviu durante a Guerra do Vietnã, aposentou-se depois de uma carreira como piloto na Delta Air Lines. Foi durante vários anos diretor executivo do CBMC-USA e atuou no ramo imobiliário. Seu web site é www.fritzklumpp.com. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes.

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