domingo, 12 de abril de 2009

Ressureição E Vida

Hoje é Páscoa.
Dia de Ressurreição e Vida.
Só quem já experimentou esta presença viva dentro de si.
Pode compreender, quão maravilhoso é este presente de Deus enviado a nós.
Jesus Cristo o Senhor.
Esta semana arrumando alguns livros me deparei com uma revista da Adhonep, que continha um testemunho de um empresário do Paraná, que exemplifica exatamente o significado deste presente de Deus .
Apesar de longo vale a pena lê-lo.

FELIZ PÁSCOA,
CRISTO ESTÁ VIVO!!!!

Ateu Em Todos Os Sentidos.

Eu não acreditava na existência de Deus nem do diabo. Só conseguia crer naquilo que meus olhos viam, nas coisas que minhas mãos podiam pegar; apenas na minha força; nos relacionamentos, amizades e conhecimentos intelectuais; e no poder do dinheiro.
Quando criança eu sempre ouvia meus pais e avós, os tios e os amigos da família falarem de Deus como sendo um ser de grande amor e bondade, que se preocupa conosco, quer nos dar o melhor e nos fazer felizes.
No entanto não era isso o que eu presenciava na minha casa. Nós somos 10 irmãos, sendo duas irmãs excepcionais, uma é portadora da síndrome de Down, e a outra de epilepsia. Não conseguia entender uma relação existente entre a bondade de Deus e o sofrimento de meus bondosos pais, pessoas simples, pobres, portanto sem condições de conviver com problemas tão graves. Em conseqüência disso deixei de acreditar em Deus.
Meu pai era lavrador, trabalhava no campo e morava numa fazenda, onde não havia escola para crianças. Meus avós moravam numa pequena cidade do interior do Paraná, e para lá me levaram a fim de me colocar na escola. Tinha nessa época 9 anos. Os anos transcorreram, até que eles vieram a falecer, me deixando sozinho aos 17 anos.
Entendi então que a única forma de progredir, ser alguém na vida, e ter fama e dinheiro era trabalhar e estudar com afinco. E foi o que fiz. Em 1963 me transferi para Curitiba, a fim de continuar os estudos e trabalhar. Completei o curso de contabilidade e depois cursei ciências contábeis. Tive oportunidade de conhecer muitas pessoas importantes da área empresarial e política, e com eles me relacionar a nível profissional e social.
Em 1977 constitui minha primeira empresa, no ramo imobiliário, e no ano de 1986 já tinha 8 empresas atuando nas áreas: imobiliária, construção civil, conservação e limpeza, comércio exterior, agropecuária e industrial. O sucesso, a fama, a realização pessoal e o dinheiro vieram rapidamente, e junto com tudo isso, o orgulho, a soberba e a prepotência. Eu, na minha ignorância, acreditava que o dinheiro podia comprar tudo; então transferi a ele e a meus bens todos os meus sonhos, toda a minha confiança e esperança.
Quando terminou o plano econômico, no final do ano de 1986, estava montando minha última empresa, uma grande indústria. Investimos nesse negócio todas as nossas reservas , e ainda tomamos um enorme empréstimo para equipamentos, material para equipamentos, matéria prima e capital de giro. Em 87 os juros começaram a subir, e subir, e em conseqüência nossos produtos não vendiam. Então meus sócios, ao perceberem o desastre iminente me abandonaram, deixando-me sozinho, entregue às minhas dívidas e com uma indústria às portas da falência. Os problemas financeiros começaram a fugir de todo o controle, com os credores, funcionários e oficiais de justiça me roubando por completo a vontade de trabalhar, e até mesmo de viver. Era um desespero tremendo na minha alma, a tristeza, a angústia e a falta de paz tomando conta da minha vida, a ponto de eu acreditar que já não havia saída para mim, só então, muito tardiamente, percebi que o dinheiro e os bens materiais não compram tudo; não podem por exemplo comprar a paz. Fui então afundando numa horrorosa depressão, e com ela veio junto o alto consumo de bebidas alcoólicas, e no encalço de tudo a certeza de que meu castelo logo logo iria desmoronar.
No final do ano de 87, eu, minha esposa e um dos nossos filhos fomos passar as festas do Natal e Ano Novo na casa de um irmão em Estrela do Sul (MG). Na noite anterior ao nosso regresso esse meu irmão disse que queria ter uma conversa muito séria comigo. Sentamos para a tal conversa e ele começou a falar das minhas qualidades, entre as quais ressaltou a bondade. Comentei então com ele: “Que bom! Deus deve gostar muito de pessoas que fazem o bem, que são caridosas”. Ele ajuntou que Deus realmente gosta de pessoas boas, mas que isso não salva ninguém.
No estado deplorável em que me encontrava, precisando com urgência de alguma coisa que infundisse em mim uma nova esperança, uma razão para continuar vivendo, perguntei-lhe: ”Zezinho, o que tenho que fazer para me salvar?” Ele respondeu: “Você precisa nascer de novo”. “Mas como isso é possível?” – retruquei.
Ele me disse que não sabia explicar, mas que sabia onde estava a explicação – no livro de João, no capítulo 3. Então me pediu que quando chegasse a casa lesse essa passagem da Bíblia. Viajamos 1.100 kms, e aquela conversa sobre “nascer de novo” e mais capítulo 3 do livro de João não saiam da mente. Imediatamente, ao chegar a casa, abri a Bíblia no livro de João, cap. 3, e li.
O mais importante é que entendi o que li. De forma rápida, as palavras penetraram profundamente na minha mente e no meu coração, e pela primeira vez senti Deus falando claramente comigo.
Dias depois, após uma noite de sofrimento e grande angústia, acordei de manhã muito cedo. Sentei-me na cama e comecei a pensar nos problemas me perguntando, absorto, onde tudo aquilo iria acabar. Cheguei à conclusão de que o suicídio seria a melhor saída. Subitamente, porém, me levantei, fui até a parede, coloquei as duas mãos contra ela e resolvi “falar com Deus”, dizendo-lhe: “eu não creio na tua existência... mas se eu estiver errado, se verdadeiramente tu existes, eu te peço que me dês uma prova disso hoje ao meio dia...”.
Levantei e fui para o trabalho. Por volta das 11 horas, minha secretária me disse que havia duas pessoas à minha procura. Ao ser informado dos nomes constatei que um deles havia sido meu primeiro empregador em Curitiba, que não via fazia 18 anos. Pedi que entrassem, e após falar mos sobre minhas coisas ele me olhou e disse que tinha vontade de fazer uma coisa por mim, que aliás eu estava precisando muito.
Ao perguntar do que se tratava ele respondeu que era uma oração. “Oração!”, exclamei. Bom, se não fizer bem, mal também não haverá de fazer...”
A oração da pessoa que estava com ele girou então em torno de paz, e de falta de paz que havia no meu coração. Ele pedia a Deus que me desse paz. Quanto a o resto não consegui ouvir. Só sei que depois daquela oração uma paz muito grande tomou conta de mim e de todo aquele ambiente. Essa foi a segunda vez que senti Deus falando comigo. Alguns dias se passaram. E um corretor da minha imobiliária me convidou para participar de um jantar promovido pela Associação De Homens De Negócio (Adhonep). Sem saber do que se tratava, mas com a intenção de conhecer novas pessoas e fazer negócios, eu e minha esposa fomos ao tal jantar.
Quando chegamos percebi que havia alguma coisa diferente no ar. Disse à minha esposa: “Acho que entramos numa fria... Isso aqui está parecendo coisa de cristão...” É melhor irmos embora... – pense.
Contudo, como ganhara os convites, achei que seria deselegante não ficar. Em seguida veio uma pessoa e me disse: “Que bom que vocês vieram!” Aproximou-se outro casal, que nos abraçou e disse: “Deus ama vocês”. Gostei do tratamento, e logo me vi acomodado numa mesa excelente. Jantamos e ouvimos o depoimento de um médico de Niterói. A experiência dele tinha tudo a ver com o que estava acontecendo comigo naquele momento. Até cheguei a pensar que aquele homem conhecia minha vida e meus problemas e que havia sido trazido ali para falar comigo. Quando terminou de contar a experiência que tivera com Deus ele fez este convite: “Se você quiser uma experiência real e verdadeira com Deus, venha aqui à frente”. Eu sabia que aquele convite tinha o endereço do meu coração, porque minhas pernas tremiam. Aconteceu porém um fato esquisito que colocou dúvida na minha mente. Era como uma voz me sussurrando: “Osvaldo, você é um grande empresário, um homem de sucesso. O que vão pensar de você vendo-o ir lá na frente para receber oração – ou seja, ter uma experiência com Deus, como eles sugerem?...” Outra voz se sobrepôs àquela, porém, e disse: “Espere: quando houver bastante gente lá na frente você se infiltra no meio deles e ninguém vai perceber sua presença”.
E foi assim: o grande empresário, quebrado, prepotente, desceu do pedestal. Caminhou até o aglomerado de pessoas, se infiltrou no meio delas para não ser notado. Então aquele homem falou com grande autoridade: “Eu estou falando de um Jesus vivo, ressurreto e que está aqui. Antes de orar quero lhe dar uma oportunidade. Se você tiver fé no seu coração, faça uma prova com esse Deus. Coloque diante dele um problema que você acredita que não tem solução, e Ele vai resolver. Feche os olhos e fale com Deus”. Fechei os olhos e disse: “Deus , tu sabes que não creio na tua existência. No entanto hoje quero fazer meu último teste. A prova que desejo é sentir novamente aquela paz que Tu me deste lá no escritório, naquela manhã”.
Ainda estava falando, quando aquela mesma paz desceu sobre mim. Uma paz que excedia meu entendimento. Aquele homem disse: “Abram os olhos. Vou orar por vocês”. Ao final da oração ele perguntou: “Quem de vocês quer receber como Senhor e Salvador esse Jesus de quem falei?” Fui o primeiro a levantar a mão e confessar ali diante de todos que queria Jesus no meu coração.
Vi que Deus existe, que minhas irmãs não eram problema para nós – porque elas já têm o lugar garantido no céu. No domingo voltamos àquele hotel para conversar com aquele homem. Naquele mesmo dia ele e a esposa estiveram em nossa casa, à noite, e nos falaram longa e atraentemente sobre a Palavra de Deus.
Na segunda-feira fui para o escritório e passei a atender todas as pessoas que me procuravam. Veja bem: nem Jesus, nem Deus e o Espírito Santo pagaram minhas contas. No entanto era incrível a coragem que passaram a me dar para enfrentar aquela situação tão difícil! E foi fantástico o que me aconteceu: ao cabo de dois anos e meio tudo foi resolvido!
Agora, no meu relacionamento familiar e social, com amigos e clientes, coloquei um ingrediente novo – a Palavra de Deus.
Jesus me transformou. Hoje sou um homem novo, que cr~e incondicionalmente no milagre da salvação que há somente em Cristo Jesus.

Osvaldo Angelis é empresário no ramo imobiliário

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